Controle de Mudança Distribuído é necessário?

February 9th, 2010 by André Felipe Dias No comments »

Controle de mudança distribuído (Distributed Bug Tracking – DBT)  parece ser um complemento natural para o controle de versão distribuído (DVCS – Distributed Version Control Systems); o desenvolvedor trabalharia de modo autônomo em seus tickets e depois sincronizaria com os outros desenvolvedores, da mesma forma que faz com o DVCS.

Projetos open source de DVCS começaram a aparecer em 2005 e vêm se tornando cada vez mais populares a cada dia, particularmente o Mercurial e o Git. Mas é curioso notar que não há nenhum projeto de DBT de renome, nem tem aparecido variações ou extensões de ferramentas centralizadas que as tornem distribuídas. Algumas tentativas de produzir um DBT não prosperaram; os projetos se encontram parados ou se tornaram apenas uma prova de conceito, sem conseguir grande aceitação:

  • Bugs Everywhere. Embora a página do projeto tenha sido revisada em 06/02/2010, o projeto parece abandonado, documentação inexistente e o link para o código fonte do projeto está quebrado (pelo menos no momento em que esse artigo está sendo escrito).
  • DisTract. Parado desde 2007.
  • DITrack. Abandonado em junho de 2008
  • Ditz. Parado desde novembro de 2008.
  • TicGit. Tem tido alguma atividade recente.
  • Fossil. Controle integrado de versão e de mudança distribuído. Não é baseado em nenhuma outra ferramenta distribuída já existente tal como o Mercurial. Vem sendo produzido ativamente.

Por que o Controle de Mudança Distribuído não Vingou?

O fato é que controle de versão é uma ferramenta para o programador, mas o controle de mudança é uma ferramenta para o projeto.

O controle de mudança tem o papel de aglutinar as necessidades do projeto, coordenar os esforços dos desenvolvedores e direcionar a evolução do projeto. É uma ferramenta de comunicação e colaboração entre desenvolvedores que funciona melhor de modo centralizado.

Imagine uma situação em que toda a equipe use um DBT. Cada desenvolvedor cria seus próprios tickets, páginas wiki, define milestones e organiza suas prioridades. Como juntar depois todas essas informações de uma maneira coerente para o projeto? Quem definiria as prioridades?

A facilidade de criar e editar tickets offline não compensa a complicação que um DBT introduziria no processo de desenvolvimento. Embora um DBT seja tecnicamente interessante, é uma aplicação procurando uma necessidade para preencher.

Acredito que o controle de versão vai caminhar para o modelo distribuído, mas o controle de mudança permanecerá centralizado.

Links Relacionados

Codeplex passa a usar Mercurial como controle de versão padrão

February 3rd, 2010 by André Felipe Dias No comments »

Codeplex é um portal da Microsoft para hospedagem de projetos open source, similar ao SourceForge e Google Code. Conforme anunciado, o Codeplex agora passa a suportar nativamente o Mercurial como controle de versão (a outra opção é o TeamSource, da própria Microsoft).

Entre os motivos apontados para a escolha do Mercurial, está a popularidade da ferramenta e o ótimo suporte ao Windows, o que é particularmente importante para o Codeplex, claro.

Sem entrar nos méritos da combinação Microsoft e open source, o fato é que o Mercurial vem sendo usado cada vez mais por provedores de hospedagem de projetos. Os próprios SourceForge e Google Code já oferecem suporte ao Mercurial.

Curso de Gerência de Configuração de Software em São Paulo em Fevereiro de 2010

December 14th, 2009 by André Felipe Dias No comments »

Estão abertas as inscrições para a próxima turma de Gerência de Configuração de Software com Trac e Subversion. O curso será nos dias 01, 02 e 03 de fevereiro de 2010, em São Paulo – SP, na av. Paulista. Para mais detalhes, clique nos links dos dias do curso diretamente no calendário de eventos:

Reservas podem ser feitas diretamente através do formulário próprio.

Light-Bot: Jogo em Flash com Elementos de Programação

August 18th, 2009 by André Felipe Dias No comments »

Jogo de raciocínio relacionado com programação

Sempre fui a favor do uso de jogos para ensino. Em sala de aula,  já usei “paciência” para ensinar a mexer com o mouse (arrastar, soltar, duplo clique etc.),  ”campo minado” para desenvolver certo tipo de raciocínio lógico e Commandos: Behind Enemy Lines (Atrás das linhas Inimigas) em que há alguns recursos com características próprias e limitadas  que precisam ser usados de maneira combinada e planejada para se conseguir um objetivo.

Light-Bot é um jogo simples, inteligente e divertido que utiliza algumas idéias básicas de programação: sequências e rotinas. O objetivo do jogo é programar o robozinho para acender todas as posições marcadas em azul no tabuleiro. O número de passos são limitados e pode ser necessário usar funções (rotinas) para repetir algumas sequências mais comuns.

Bom divertimento!

Plugin do Mercurial para usar um servidor Git

August 18th, 2009 by André Felipe Dias 1 comment »

Um dos fatores do sucesso do Git é, sem dúvida alguma o GitHub: design elegante e funcional, gráficos interessantes etc.. Suponha que você deseje participar do GitHub ou mesmo usar algum projeto armazenado lá, só resta a opção de usar o Git, certo?

Não mais! Com o plugin do Mercurial Hg-Git seus problemas acabaram: você pode continuar usando o Mercurial mesmo que o repositório oficial do projeto esteja em Git! Do próprio site:

Este é o Hg-Git plugin para Mercurial, que adiciona a habilidade de push e pull de um repositório Git para um repositório Hg. Isto significa que pode-se colaborar em projetos baseados em Git a partir do Hg, ou usar um servidor Git como um ponto de colaboração de um time de desenvolvedores usando tanto o Git quanto o Hg.

O plugin foi desenvolvido pelo próprio pessoal do GitHub com o claro e justo intuito de aumentar o público-alvo dos seus serviços, mas amplia bastante as possibilidades de trabalho dos desenvolvedores e projetos que, tal como nós da Pronus, escolheram o Mercurial como DVCS.

Lançada a versão 1.3.1 do Mercurial e a versão 0.8.1 do TortoiseHg

July 24th, 2009 by André Felipe Dias No comments »

Nem faz tanto tempo que saiu a versão 1.3 e já lançaram a versão 1.3.1 do Mercurial. Esta versão chega com várias pequenas correções sobre a versão anterior. Entre elas, destacam-se:

  • consertado o uso excessivo de memória para operações de diff e strip
  • resolvido o problema de lentidão no cálculo de heads de ramos
  • resolvido o problema de lentidão na extensão fetch
  • update –check agora mostra vários ramos
  • Vários pequenas alterações na documentação e outros pequenos defeitos corrigidos

A lista completa de alterações está disponível neste link.

A atualização de versão é recomendada a todos os usuários. Para quem usa Linux e linha de comando, a melhor forma é usar o easy_install

sudo easy_install -U Mercurial

TortoiseHg 0.8.1

Para quem usa o TortoiseHg, saiu a versão 0.8.1 que já vem com a versão 1.3.1 do Mercurial. Sendo assim, basta instalar essa nova versão no Windows e pronto.

Há várias outras correções nessa versão. A lista completa está aqui. Uma das mudanças é a inclusão do livro do Mercurial em formato PDF no pacote.

Nova Turma de GCS com Trac e Subversion em São Paulo

July 15th, 2009 by André Felipe Dias No comments »

Acontecerá nos dias 24, 25 e 26 de agosto, em São Paulo, a próxima turma do curso de Gerência de Configuração de Software com Trac e Subversion. São 24 horas de treinamento divididos em três módulos:

O programa do curso é bem extenso e cobre desde conceitos básicos de GCS, passado por atividades cotidianas de desenvolvimento até temas avançados tais como ramificação de projetos e uso de bibliotecas comuns a vários projetos.

Acaba de sair a versão 1.3 do Mercurial

July 3rd, 2009 by André Felipe Dias 1 comment »

Foi lançada a nova versão 1.3 do Mercurial. Chega com várias novidades, das quais destaco:

  1. Sub-repositórios (ainda em fase experimental) – Veja subseção abaixo
  2. Python 2.3 não é mais suportado. É necessário usar a versão entre a 2.4 e a 2.6
  3. Tradução para Português-Brasileiro
  4. merge: adicionada opção de preview -P/ –preview. Sempre bom saber qual o resultado vai dar antes de se comprometer com ele.
  5. update: adicionada opção -c/–check  para abortar atualização em caso de modificações locais pendentes.
  6. Extensão alias incorporada ao núcleo
  7. Extensão share (experimental)

Subrepositórios no Mercurial

A nova funcionalidade de subrepositórios segue a linha da propriedade svn:externals do Subversion. A idéia é permitir o uso de um repositório dentro de outro (fica sendo um subdiretório) e tratar todos como um só grupo.

As possibilidades são interessantes: é possível montar um projeto combinando partes formadas por projetos independentes.

Ao invés de propriedades, o mercurial usa um arquivo chamado .hgsub para registrar os subrepositórios. Só lembrando que arquivos que começam com ‘.’ são ocultos no Linux.

A criação e o registro dos subrepositórios ainda precisam ser feitos manualmente nesta versão que ainda é experimental. Entretanto, já estão previstas melhorias nesse sentido e também em manter subrepositórios não nativos, isto é, de outros sistemas tais como Subversion ou Git.

Extensão Alias

Alias era uma extensão à parte, mas agora é distribuída junto com o Mercurial. Mesmo assim, precisa ser habilitada no arquivo .hgrc do usuário para funcionar.

Permite a criação de “apelidos” para conjuntos de comandos e parâmetros usados com frequência. Por exemplo:

[extensions]
alias =

[alias]
llog = log --limit 10

A configuração acima cria um “novo” comando llog equivalente à execução do comando log --limit 10.

Extensão Share

Esta extensão permite criar — localmente — áreas de trabalho independentes que compartilham fisicamente o mesmo repositório (diretório store do .hg). A vantagem é que todos os commits feitos aparecem automaticamente no histórico dos repositórios compartilhados sem a necessidade de comandos de push ou pull.

É útil para a criação de uma área de trabalho para um ramo, por exemplo,  e não desperdiça espaço com um armazenamento do repositório interno.

Instalação da Versão 1.3

No Linux, é mais vantajoso usar o easy_install para obter a versão mais recente (easy_install -U Mercurial). A outra opção seria usar os pacotes da distribuição, mas essa alternativa costuma ser mais desatualizada.

No Windows, é possível utilizar o Mercurial 1.3, inclusive através da linha de comando, instalado diretamente o TortoiseHg 0.8. Interessante ressaltar que o TotoiseHg também funciona em plataformas não-Windows. Veja a página do TortoiseHg para mais informações.

Python chega à versão 3.1

June 28th, 2009 by André Felipe Dias No comments »

Lançada no dia 27 de junho, a versão 3.1 do Python. Traz as seguintes melhorias:

  • Novo tipo para dicionário ordenado
  • Várias otimizações no tipo int
  • Novas funcionalidades do unittest
  • Um modulo  io muito mais rápido
  • Nova sintaxe para declarações with aninhadas

Informações adicionais podem ser obtidas nos links:

Novo Curso de Gerência de Configuração com Trac e Mercurial

June 19th, 2009 by André Felipe Dias 1 comment »

Estão abertas as inscrições para o novo curso de Gerência de Configuração de Software com Trac e Mercurial. A grande novidade é o uso do Mercurial para o controle de versão distribuído.

Sobre o Mercurial

Mercurial é uma das mais populares ferramentas da nova geração de controle de versão distribuído. É usada por diversos projetos grandes tais como o OpenJDK (Java), NetBeans, Google Code, Python etc.

Possui um conjunto de comandos parecidos com o Subversion, o que facilita o seu aprendizado. Além disso, traz os diversos benefícios do modelo distribuído de controle de versão, tais como independência, rapidez e produtividade.

Sobre o Curso

O curso tem duração de 16 horas e, apesar de apresentar conceitos teóricos, é voltado para a parte prática de Gerência de Configuração, com diversos exemplos e exercícios de fixação do uso conjunto do Trac e do Mercurial para atender às necessidades do dia a dia do desenvolvimento de software e destaque aos novos fluxos de trabalho do modelo distribuído de controle de versão.

O curso também cobre a instalação e configuração do servidor do Trac e de um repositório “oficial” do Mercurial, tratando inclusive de alguns procedimentos de autorização, backup e restauração.

O programa completo está disponível na página do curso.

A próxima turma está marcada para os dias 17 e 18 de agosto em São Paulo.

Faça já sua inscrição e aproveite a promoção de lançamento até o dia 17 de julho (15% de desconto)!