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Lançada a versão 1.7 do Mercurial e 1.1.5 do TortoiseHg

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O Mercurial chega à versão 1.7 com uma série de melhorias em diversas áreas. A lista completa das mudanças está disponível neste link.

O TortoiseHg continua seguindo os lançamentos do Mercurial e, nesta versão, além de acompanhar as mudanças da versão 1.7 do Mercurial também faz algumas pequenas correções. A lista está disponível aqui.


Controle de versão distribuído é diferente, mas nem tanto

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Não há dúvidas de que o controle de versão distribuído (Distributed Version Control System – DVCS) veio não só pra ficar, mas também para tomar o lugar das ferramentas de controle de versão centralizado. As etapas têm sido as mesmas de quando apareceu o Subversion com a proposta de substituir o CVS: 1. desconfiança, 2. curiosidade, 3. interesse, 4. aceitação.

Quem está tendo o primeiro contato com o DVCS geralmente cai na fase 1 (desconfiança). Não conhece como funciona e, por isso, desconfia. Afinal, se funciona do jeito que está (mesmo que não muito bem), pra que mudar?

O pessoal da fase 2 (curiosidade) já leu algo a respeito e está intrigado com as vantagens que “dizem” que o DVCS tem. Mas ainda falta um empurrãozinho para pelo menos tentar experimentar um DVCS pra ver como é.

O objetivo deste artigo é apresentar um experimento simples e rápido mostrando que o modo de trabalho de um DVCS, especificamente o Mercurial, não muda tanto assim do usado no Subversion. Espera-se com isso, levar o leitor mais perto da fase 3: interesse.

O experimento simulará dois usuários trabalhando no mesmo projeto, executando algumas operações bem comuns e básicas de controle de versão através do Mercurial, comparando sempre com o mesmo passo feito pelo Subversion.

Para aproveitar melhor o experimento, é necessário:

  1. saber os conceitos básicos do controle de versão distribuído;
  2. instalar o Mercurial ou o TortoiseHg na sua máquina;
  3. já ter usado o Subversion e ter ele ou o TortoiseSvn instalado na máquina;

Observação: O experimento será apresentado com operações pela linha de comando por questão de espaço e comodidade. O experimento pode ser feito também através das interfaces gráficas TortoiseHg e TortoiseSVN, que possuem os mesmos comandos usados no roteiro.

1. Preparando os Repositórios

Quando se sabe que no DVCS cada desenvolvedor tem um repositório e que um repositório pode se conectar com qualquer outro, logo se imagina que o modelo distribuído é uma anarquia. Na verdade, qualquer desenvolvimento sem regras vira uma bagunça. No modelo distribuído, os repositórios podem ser arranjados em várias topologias e a topologia cliente-servidor é uma delas.

Vamos criar 3 repositórios: um oficial, um para um user 1, e outro para o user 2, sendo esses dois últimos para simular os dois desenvolvedores. A convenção estabelece que não haverá comunicação direta entre o repositório dos desenvolvedores 1 e 2. Apenas através do repositório oficial, exatamente como acontece no modelo centralizado.

O acesso ao repositório oficial, tanto do Mercurial, quanto do Subversion, será feito por acesso local para manter o roteiro simples. No exemplo, será usado o diretório /tmp (que é o diretório temporário do linux) para manter todos os repositórios. Escolha um diretório que melhor lhe convier.

Mercurial Subversion
hg init /tmp/oficial svnadmin create /tmp/oficial
hg clone /tmp/oficial /tmp/user1
hg clone /tmp/oficial /tmp/user2
svn checkout file:///tmp/oficial /tmp/user1
svn checkout file:///tmp/oficial /tmp/user2

2. Publicação Inicial

O próximo passo é fazer uma primeira publicação no repositório. Use um arquivo chamado numeros.txt que deverá ser criado no diretório do repositório/cópia de trabalho com o seguinte conteúdo:

um
dois
três
Mercurial Subversion
user1 hg add numeros.txt svn add numeros.txt
hg status svn status
hg commit -m “primeiro commit” -u user1 svn commit -m “primeiro commit” –username user1
hg push

O Mercurial teve um passo adicional para enviar ao repositório oficial o que foi feito no repositório local.

3. Vendo o histórico do projeto?

Mercurial Subversion
user1 # é necessário atualizar a cópia de trabalho antes para ficar na última revisão
svn update
hg log

changeset: 0:aa3f592139e5
tag: tip
user: user1
date: Sun Apr 18 15:31:40 2010 -0300
summary: primeiro commit

svn log

—————————————————————
r1 | user1 | 2010-04-18 15:30:13 -0300 (Dom, 18 Abr 2010) | 1 line
primeiro commit
—————————————————————

Note que o Mercurial também fornece uma numeração sequencial além da identificação da revisão por hash. Esta numeração é válida apenas para o repositório local e foi criada por comodidade, para facilitar a referência a uma revisão em comandos locais, ao invés de se usar o identificador hash.

4. Atualização do Repositório do Usuário 2

O usuário 2 está com seu repositório desatualizado em relação ao repositório oficial. A sincronização se dá pelo comando hg pull -u que já atualiza a área de trabalho acoplada com a última revisão.

Mercurial Subversion
user2 hg pull -u svn update

5. Edição Concorrente

Usuários 1 e 2 executarão mudanças concorrentes no mesmo arquivo. user 1 acrescentará a palavra “zero” na primeira linha enquanto usuário 2 acrescentará “quatro” na última linha. Como as mudanças acontecerão em partes diferentes do mesmo arquivo, a mesclagem ocorrerá sem conflitos.

Mercurial Subversion
user1 # edita números.txt # edita números.txt
hg diff svn diff
hg commit -m “zero” -u user1 svn commit -m “zero” –username user1
hg push
user2 # edita números.txt # edita números.txt
hg diff svn diff
hg commit -m “quatro” -u user2 svn commit -m “quatro” –username user2
# falha 1. Veja obs.
hg push
# falha 2. Veja obs.
hg pull
hg merge
svn update
hg commit -m “merge” -u user1 svn commit -m “quatro” –username user2
hg push

Descrição das falhas nas operações:

  1. O arquivo numeros.txt está desatualizado em relação à última revisão do repositório. É necessário atualizar/mesclar para que seja aceito.
  2. Por padrão, a operação de push não permite que um ramo fique com mais de uma ponta, isto é, tenha bifurcações após a combinação dos grafos de revisões. Qualquer linha individual de desenvolvimento deve ser antes unificada localmente com a linha presente no repositório-oficial antes de ser enviada.

6. Visualização do Grafo de Revisões

O histórico de revisões do DVCS é um grafo acíclico direcionado (Directed Acyclic Graph – DAG). Na interface gráfica, é possível ver os caminhos sendo bifurcados e reunificados. Pela linha de comando, é necessário antes habilitar o plugin do Mercurial que conseguir ver o grafo textualmente.

Edite o arquivo de configuração do repositório do usuário 2, cujo caminho é /tmp/user2/.hg/hgrc e adicione as seguintes linhas ao final

[extensions]
hgext.graphlog =
Mercurial Subversion
user2 hg glog svn log
@ changeset: 3:3eddeb3252ea
|\ tag: tip
| | parent: 1:f01fe74e7279
| | parent: 2:c3664eb01670
| | user: user2
| | date: Sun Apr 18 22:06:03 2010 -0300
| | summary: merge
| |
| o changeset: 2:c3664eb01670
| | parent: 0:b353a0bdea31
| | user: user2
| | date: Sun Apr 18 22:05:21 2010 -0300
| | summary: quatro
| |
o | changeset: 1:f01fe74e7279
|/ user: user1
| date: Sun Apr 18 22:05:43 2010 -0300
| summary: zero
|
o changeset: 0:b353a0bdea31
user: user1
date: Sun Apr 18 22:04:40 2010 -0300
summary: primeiro commit

O grafo apresentado mostra que as revisões produzidas pelos usuários 1 e 2 formaram linhas independentes de desenvolvimento que depois foram reunificadas.

Conclusões

Usando o Mercurial na topologia cliente-servidor, com um repositório oficial equivalente ao repositório central do Subversion, nota-se que não há nenhuma grande mudança na forma do trabalho, nem nos comandos, que são idênticos para a maioria das operações. A impressão que se tem é de que o Mercurial é um Subversion com pushpull.

À primeira vista, parece que o Mercurial precisa de mais comandos para fazer a mesma coisa que se faz no Subversion. A razão disso, e que só é mostrado quando se vê o grafo de revisões, é que cada desenvolvedor trabalha em uma linha independente, equivalente a um ramo privativo, no qual pode publicar suas revisões sem a obrigatoriedade de mesclar com outra revisão a cada etapa, que é o que acontece no Subversion. O resultado é um fluxo de trabalho ainda melhor que no modelo centralizado.

No Mercurial, e em DVCS em geral, todo desenvolvedor trabalha naturalmente em um ramo privativo. O mesmo resultado poderia ser obtido no Subversion definindo-se ramos privativos para cada desenvolvedor a cada tarefa, bug etc. a ser implementado. Quem já usou ou tentou usar uma solução assim no Subversion, sabe quanto é trabalhoso e complicado fazer isso.


Lançada a versão 1.5 do Mercurial e a versão 1.0 do TortoiseHg

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Mercurial continua evoluindo em ritmo firme e constante. Chega agora a versão 1.5 com diversas melhorias no núcleo, extensões, interface web, Windows e documentação. A lista completa está disponível neste link mas aí vão alguns destaques:

  • Melhoria no comportamento do comando heads para ramos nomeados.
  • Nova opção -b/--branch para definir um ramo específico para os comandos clone, bundle, incoming, outgoing, pull e push.
  • Suporte a certificados de servidor SSL e melhoria no suporte a IPv6
  • subrepos agora com suporte básico ao Subversion. Subrepos é uma área do Mercurial que tem evoluído bastante. O objetivo é tratar um repositório e seus subrepositórios como um grupo, tal como é feito no Subversion com o svn:externals.
  • Suporte a plugins de autorização.
  • Adição de script WSGI para IIS isapi-wsgi

A atualização de versão é recomendada a todos os usuários.

Para quem usa Linux e linha de comando, a melhor forma de instalar continua sendo o easy_install, ao invés dos pacotes da distribuição Linux. Note que o Mercurial precisa compilar umas partes escritas em C e por isso precisa do pacote python-dev. A seguir os comandos necessários para instalar o Mercurial no Ubuntu:

sudo apt-get install python-setuptools python-dev
sudo easy_install Mercurial

Para quem usa Windows, a melhor opção é instalar pelo TortoiseHg, que já instala o Mercurial automaticamente.

TortoiseHg 1.0

O TortoiseHg também está com versão nova: versão 1.0. O pacote de instalação pode ser obtido a partir deste link.

O TortoiseHg também funciona no Linux, e ajuda bastante em algumas operações tais como visualização de diferenças e do histórico de log, que são ruins de ver pela linha de comando só usando o hg diff ou hg log por exemplo. A não ser que você use o  Gnome/Nautilus, com o qual se integra, a ativação do TortoiseHg no Linux é ser feita pela linha de comando usando o comando hgtk e seus subcomandos.

A instalação do TortoiseHg no Linux pode ser feita pelos pacotes da distribuição ou pelo easy_install:

sudo easy_install http://bitbucket.org/tortoisehg/targz/downloads/tortoisehg-1.0.tar.gz

Controle de Mudança Distribuído é necessário?

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Controle de mudança distribuído (Distributed Bug Tracking – DBT)  parece ser um complemento natural para o controle de versão distribuído (DVCS – Distributed Version Control Systems); o desenvolvedor trabalharia de modo autônomo em seus tickets e depois sincronizaria com os outros desenvolvedores, da mesma forma que faz com o DVCS.

Projetos open source de DVCS começaram a aparecer em 2005 e vêm se tornando cada vez mais populares a cada dia, particularmente o Mercurial e o Git. Mas é curioso notar que não há nenhum projeto de DBT de renome, nem tem aparecido variações ou extensões de ferramentas centralizadas que as tornem distribuídas. Algumas tentativas de produzir um DBT não prosperaram; os projetos se encontram parados ou se tornaram apenas uma prova de conceito, sem conseguir grande aceitação:

  • Bugs Everywhere. Embora a página do projeto tenha sido revisada em 06/02/2010, o projeto parece abandonado, documentação inexistente e o link para o código fonte do projeto está quebrado (pelo menos no momento em que esse artigo está sendo escrito).
  • DisTract. Parado desde 2007.
  • DITrack. Abandonado em junho de 2008
  • Ditz. Parado desde novembro de 2008.
  • TicGit. Tem tido alguma atividade recente.
  • Fossil. Controle integrado de versão e de mudança distribuído. Não é baseado em nenhuma outra ferramenta distribuída já existente tal como o Mercurial. Vem sendo produzido ativamente.

Por que o Controle de Mudança Distribuído não Vingou?

O fato é que controle de versão é uma ferramenta para o programador, mas o controle de mudança é uma ferramenta para o projeto.

O controle de mudança tem o papel de aglutinar as necessidades do projeto, coordenar os esforços dos desenvolvedores e direcionar a evolução do projeto. É uma ferramenta de comunicação e colaboração entre desenvolvedores que funciona melhor de modo centralizado.

Imagine uma situação em que toda a equipe use um DBT. Cada desenvolvedor cria seus próprios tickets, páginas wiki, define milestones e organiza suas prioridades. Como juntar depois todas essas informações de uma maneira coerente para o projeto? Quem definiria as prioridades?

A facilidade de criar e editar tickets offline não compensa a complicação que um DBT introduziria no processo de desenvolvimento. Embora um DBT seja tecnicamente interessante, é uma aplicação procurando uma necessidade para preencher.

Acredito que o controle de versão vai caminhar para o modelo distribuído, mas o controle de mudança permanecerá centralizado.

Links Relacionados


Codeplex passa a usar Mercurial como controle de versão padrão

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Codeplex é um portal da Microsoft para hospedagem de projetos open source, similar ao SourceForge e Google Code. Conforme anunciado, o Codeplex agora passa a suportar nativamente o Mercurial como controle de versão (a outra opção é o TeamSource, da própria Microsoft).

Entre os motivos apontados para a escolha do Mercurial, está a popularidade da ferramenta e o ótimo suporte ao Windows, o que é particularmente importante para o Codeplex, claro.

Sem entrar nos méritos da combinação Microsoft e open source, o fato é que o Mercurial vem sendo usado cada vez mais por provedores de hospedagem de projetos. Os próprios SourceForge e Google Code já oferecem suporte ao Mercurial.


Plugin do Mercurial para usar um servidor Git

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Um dos fatores do sucesso do Git é, sem dúvida alguma o GitHub: design elegante e funcional, gráficos interessantes etc.. Suponha que você deseje participar do GitHub ou mesmo usar algum projeto armazenado lá, só resta a opção de usar o Git, certo?

Não mais! Com o plugin do Mercurial Hg-Git seus problemas acabaram: você pode continuar usando o Mercurial mesmo que o repositório oficial do projeto esteja em Git! Do próprio site:

Este é o Hg-Git plugin para Mercurial, que adiciona a habilidade de push e pull de um repositório Git para um repositório Hg. Isto significa que pode-se colaborar em projetos baseados em Git a partir do Hg, ou usar um servidor Git como um ponto de colaboração de um time de desenvolvedores usando tanto o Git quanto o Hg.

O plugin foi desenvolvido pelo próprio pessoal do GitHub com o claro e justo intuito de aumentar o público-alvo dos seus serviços, mas amplia bastante as possibilidades de trabalho dos desenvolvedores e projetos que, tal como nós da Pronus, escolheram o Mercurial como DVCS.


Lançada a versão 1.3.1 do Mercurial e a versão 0.8.1 do TortoiseHg

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Nem faz tanto tempo que saiu a versão 1.3 e já lançaram a versão 1.3.1 do Mercurial. Esta versão chega com várias pequenas correções sobre a versão anterior. Entre elas, destacam-se:

  • consertado o uso excessivo de memória para operações de diff e strip
  • resolvido o problema de lentidão no cálculo de heads de ramos
  • resolvido o problema de lentidão na extensão fetch
  • update –check agora mostra vários ramos
  • Vários pequenas alterações na documentação e outros pequenos defeitos corrigidos

A lista completa de alterações está disponível neste link.

A atualização de versão é recomendada a todos os usuários. Para quem usa Linux e linha de comando, a melhor forma é usar o easy_install

sudo easy_install -U Mercurial

TortoiseHg 0.8.1

Para quem usa o TortoiseHg, saiu a versão 0.8.1 que já vem com a versão 1.3.1 do Mercurial. Sendo assim, basta instalar essa nova versão no Windows e pronto.

Há várias outras correções nessa versão. A lista completa está aqui. Uma das mudanças é a inclusão do livro do Mercurial em formato PDF no pacote.


Acaba de sair a versão 1.3 do Mercurial

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Foi lançada a nova versão 1.3 do Mercurial. Chega com várias novidades, das quais destaco:

  1. Sub-repositórios (ainda em fase experimental) – Veja subseção abaixo
  2. Python 2.3 não é mais suportado. É necessário usar a versão entre a 2.4 e a 2.6
  3. Tradução para Português-Brasileiro
  4. merge: adicionada opção de preview -P/ –preview. Sempre bom saber qual o resultado vai dar antes de se comprometer com ele.
  5. update: adicionada opção -c/–check  para abortar atualização em caso de modificações locais pendentes.
  6. Extensão alias incorporada ao núcleo
  7. Extensão share (experimental)

Subrepositórios no Mercurial

A nova funcionalidade de subrepositórios segue a linha da propriedade svn:externals do Subversion. A idéia é permitir o uso de um repositório dentro de outro (fica sendo um subdiretório) e tratar todos como um só grupo.

As possibilidades são interessantes: é possível montar um projeto combinando partes formadas por projetos independentes.

Ao invés de propriedades, o mercurial usa um arquivo chamado .hgsub para registrar os subrepositórios. Só lembrando que arquivos que começam com ‘.’ são ocultos no Linux.

A criação e o registro dos subrepositórios ainda precisam ser feitos manualmente nesta versão que ainda é experimental. Entretanto, já estão previstas melhorias nesse sentido e também em manter subrepositórios não nativos, isto é, de outros sistemas tais como Subversion ou Git.

Extensão Alias

Alias era uma extensão à parte, mas agora é distribuída junto com o Mercurial. Mesmo assim, precisa ser habilitada no arquivo .hgrc do usuário para funcionar.

Permite a criação de “apelidos” para conjuntos de comandos e parâmetros usados com frequência. Por exemplo:

[extensions]
alias =

[alias]
llog = log --limit 10

A configuração acima cria um “novo” comando llog equivalente à execução do comando log --limit 10.

Extensão Share

Esta extensão permite criar — localmente — áreas de trabalho independentes que compartilham fisicamente o mesmo repositório (diretório store do .hg). A vantagem é que todos os commits feitos aparecem automaticamente no histórico dos repositórios compartilhados sem a necessidade de comandos de push ou pull.

É útil para a criação de uma área de trabalho para um ramo, por exemplo,  e não desperdiça espaço com um armazenamento do repositório interno.

Instalação da Versão 1.3

No Linux, é mais vantajoso usar o easy_install para obter a versão mais recente (easy_install -U Mercurial). A outra opção seria usar os pacotes da distribuição, mas essa alternativa costuma ser mais desatualizada.

No Windows, é possível utilizar o Mercurial 1.3, inclusive através da linha de comando, instalado diretamente o TortoiseHg 0.8. Interessante ressaltar que o TotoiseHg também funciona em plataformas não-Windows. Veja a página do TortoiseHg para mais informações.


Novo Curso de Gerência de Configuração com Trac e Mercurial

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Estão abertas as inscrições para o novo curso de Gerência de Configuração de Software com Trac e Mercurial. A grande novidade é o uso do Mercurial para o controle de versão distribuído.

Sobre o Mercurial

Mercurial é uma das mais populares ferramentas da nova geração de controle de versão distribuído. É usada por diversos projetos grandes tais como o OpenJDK (Java), NetBeans, Google Code, Python etc.

Possui um conjunto de comandos parecidos com o Subversion, o que facilita o seu aprendizado. Além disso, traz os diversos benefícios do modelo distribuído de controle de versão, tais como independência, rapidez e produtividade.

Sobre o Curso

O curso tem duração de 16 horas e, apesar de apresentar conceitos teóricos, é voltado para a parte prática de Gerência de Configuração, com diversos exemplos e exercícios de fixação do uso conjunto do Trac e do Mercurial para atender às necessidades do dia a dia do desenvolvimento de software e destaque aos novos fluxos de trabalho do modelo distribuído de controle de versão.

O curso também cobre a instalação e configuração do servidor do Trac e de um repositório “oficial” do Mercurial, tratando inclusive de alguns procedimentos de autorização, backup e restauração.

O programa completo está disponível na página do curso.

A próxima turma está marcada para os dias 17 e 18 de agosto em São Paulo.

Faça já sua inscrição e aproveite a promoção de lançamento até o dia 17 de julho (15% de desconto)!


Qual a melhor ferramenta de controle de versão: Subversion, Git ou Mercurial?

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Existem dois tipos de controle de versão: centralizado e o distribuído. O modelo distribuído é mais recente e possui algumas vantagens interessantes sobre o centralizado, embora seja um pouco mais complexo. Para as equipes que decidiram migrar para o distribuído ou mesmo permanecer com o centralizado, ainda resta a questão de qual a melhor ferramenta escolher.

Para aqueles que vão ficar no controle de versão centralizado, a decisão é bem simples: Subversion. Já é um padrão estabelecido, desbancando outros tais como CVS, Visual Source Safe, ClearCase etc. Não há realmente muito a acrescentar neste ponto.

O verdadeiro desafio está na escolha da ferramenta de controle de versão distribuído.

Filtragem Inicial

Existem muitas ferramentas de controle de versão distribuído. Para diminuir esse número inicial, vamos usar alguns critérios de filtragem inicial:

  1. Licença open source. Não há a menor necessidade de usar uma ferramenta proprietária para controle de versão. Aliás, as melhores são open source.
  2. Rodar em plataformas diferentes (Windows, Linux, etc.). A mesma ferramenta deve permitir que a equipe use a plataforma que quiser/precisar para trabalhar. Melhor ainda se houver uma interface gráfica tipo TortoiseSVN ou plugin para a IDE, mesmo que a linha de comando seja muito mais rápida e produtiva para a maioria das operações do controle de versão.
  3. Massa crítica de projetos já usando. Se vários projetos grandes usam a ferramenta é sinal de que ela já foi testada, avaliada e aceita por outros antes. Além disso, é mais provável que haverá uma comunidade ativa mantendo e desenvolvendo a ferramenta por muitos anos.

Depois de aplicados os critérios na lista, acabam restando praticamente o Git e o Mercurial. Talvez o Bazaar também pudesse ser incluído mas outros como Darcs, Monotone e SVK não passam no critério 3.

A seguir, alguns projetos conhecidos que usam o Mercurial ou o Git:

  • Mercurial: Google Code, Python, Java (OpenJDK), Mozilla, Netbeans (IDE), OpenSolaris  etc..
  • Git: Linux kernel, Perl, Samba, X.org Server, Qt, Ruby on Rails,  GNOME, Google Android, Btrfs da Oracle etc..

Aspectos Sociais na Escolha do DVCS

Critérios de desempate podem ser desempenho, funcionalidades, facilidade de uso, portabilidade, interfaces etc. O problema é que as análises comparativas entre o Mercurial e o Git têm mostrado muito mais semelhanças que diferenças entre os dois. Embora um ou outro tenha uma pequena vantagem em algum dos aspectos, não há diferença realmente significativa que justifique uma decisão baseado nisso.

Processos recentes tem usado outros fatores para o desempate tais como menor curva de aprendizado, suporte à plataforma Windows e preferência dos desenvolvedores para definir a escolha:

  1. A análise comparativa feita pelo Google Code entre o Mercurial e o Git considerou as duas alternativas bastante equilibradas. O Mercurial foi escolhido por ter um conjunto de comandos mais próximos do Subversion, o que facilita a transição dos desenvolvedores, e também por ter desempenho e adequação melhores ao serviço que o Google Code já oferece.
  2. Outro exemplo é o processo que levou o Python a também adotar o Mercurial (PEP 374 – Chosing a distributed VCS for the Python project). A análise comparativa entre Mercurial, Bazaar e Git apresentou alguns casos de uso, comparações de desempenho etc. mas, no final, o que pesou bastante foi o melhor suporte ao Windows, a preferência da comunidade de desenvolvedores pelo Mercurial e, é claro, o fato de o Mercurial ser escrito em Python.

Considerando funcionalidades e desempenho equivalentes, o que vai ser importante na escolha são as afinidades do Git ou Mercurial com as características do projeto/equipe/empresa. O desempate acabará sendo feito por critérios mais subjetivos tais como proximidade com outros projetos relacionados e preferência dos desenvolvedores.

Outros Projetos Relacionados

Projetos maiores que já usam o Mercurial ou o Git acabam atraindo projetos relacionados para o seu campo de influência.

A interferência direta se dá quando é necessário acompanhar ou mesmo participar de certos projetos externos associados com o projeto da equipe. A escolha da mesma ferramenta para todos torna o controle de versão muito mais fácil pois define um padrão homogêneo.

A tabela a seguir apresenta alguns projetos e qual a ferramenta que usam.

Projeto Git Mercurial
Google Android X
Google Code X
Pylons X
Python (linguagem) X
Ruby on Rails X
Sun (OpenJDK, NetBeans, OpenSolaris) X

Preferência dos Desenvolvedores

Esse é o critério mais passional de todos. O que leva um desenvolvedor a preferir uma ferramenta a outra varia desde a identificação com a filosofia do projeto até a preferência pelo logotipo do projeto. De qualquer modo, uma tendência clara da equipe por uma ferramenta específica deve ser pesado na decisão final.

Estudos de Caso

Projeto X Projeto Y Projeto Z
Escolha Final Mercurial Git Mercurial
Plataforma Windows Windows/Linux Linux
IDE/Interface Eclipse NetBeans linha de comando
Linguagem Principal Java Ruby Python
Projetos relacionados usam Subversion/Mercurial Git Subversion/Mercurial
Preferência dos Desenvolvedores - Git Mercurial

Considerações Finais

Git e Mercurial são ambas ótimas opções de controle de versão distribuído. A análise de um ou outro baseado em número de funcionalidades, forma de implementação interna, desempenho etc. acaba caindo em um tipo de discussão que abunda pelas listas de discussão na internet a fora e que gera muito calor e pouca luz!

Em termos práticos, ambas as ferramentas são muito parecidas e é mais fácil (e prático) escolher entre uma e outra com base na afinidade com o projeto/equipe.

É bom lembrar que  controle de versão é muito mais que instalar a ferramenta e sair usando. É necessária a capacitação dos desenvolvedores, a definição de um processo  de GCS em sintonia com as particularidades da ferramenta e também integração com uma ferramenta de controle de mudança (por exemplo, o Trac). Já pensando nisso, a Pronus Engenharia de Software lançará em breve o curso de Gerência de Configuração de Software com Trac e Mercurial.

Links Relacionados

  1. Comparação entre Git e Mercurial. Quadro comparativo entre principais características entre os dois. Alguns comentários interessantes também sobre portabilidade e interfaces disponíveis.
  2. Coleção de links comparando Git com outros controles de versão. Vários links, mas a maioria já bastante desatualizados.
  3. Comparação entre Git, Mercurial e Subversion.
  4. Why Git is better than X? Artigo interessante que analisa diversos pontos de Git com boas ilustrações de conceitos.
  5. Thread sobre Git x Mercurial. Exemplo de discussão interminável sobre aspectos técnicos de Git e Mercurial. Típico debate que gera muito calor e pouca luz.